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quinta-feira, 13 de março de 2014

Solitária

Sem destino,sem abrigo,sem orientação,
Assim meu coração se encontra 
Sem um  alguém a quem se direcionar,
Sem o alcance das mãos a que possa tocar,
Sem uma hospedaria onde eu possa repousar.

Desejei sorrisos,abraços ou um simples aperto de mão,
Mas nada pude encontrar...
Será que a ausência está no ar?
Ou na certeza do infortuno?
Do buscar sem encontrar?
Do ir sem chegar ?
Do estar e não crer?

Será que está na solidão mascarada dos semblantes que tentam negar?
Do que adianta negar o óbvio se este já foi revelado pelo olhar
daquele que tenta ocultar, que sua alma solitária está?

Do que vale crer e não receber?
Do que vale pedir  se não se é escutado?
Do que vale viver aquilo que já perdeu o sentido?
Seja por amor ou sacrifício,
do que vale a lágrima senão fosse a dor  de ter e ou não existido.


(Iúllia Agner)

domingo, 14 de abril de 2013

TESTEMUNHEI

Preparei-me para ouvir,
Confortei meu coração para a graça do acolhimento.
Observei cada gesto,
Suspiro e lamento
E refleti em silêncio:
Meu Deus, quantos tormentos!

Cada lágrima que dos olhos desciam,
Foram registros das experiências,
Vivenciadas de uma maneira plena
Nas horas habituais do nosso dia-a-dia.

As ações influenciaram na formação do caráter e do ser,
 do ver,
Mas  refletir 
que tudo tem um motivo para existir.

Mais do que recordações
Foram propósitos projetados e bem vivenciados 
Pelos vínculos de nossas relações.

Tantas palavras vieram a minha boca,
Porém mais que falar
Se deve sobretudo saber ouvir,
Pois é na escuta do outro
Que eu me sinto motivada a agir.

Minha língua é instigada a falar,
Mas é por meio dos meus olhos e da minha audição
Que consigo levar até ao meu coração
As palavras pré-formadas em emoção.

Escutar é um estimulo que parte de fora para dentro
Para que no interno o sentido ele possa receber
Do coração que pode não ver,
Mas tudo sente.

Minha alma se identificou com as demais,
Pois mesmo existindo as diferenças e resistências,
Nossa humanidade não nos deixa negar
Somos todos iguais na essência.



                                                                                                    (Iúllia Agner)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Resistência

Tão certa e tão perdida.
Eis um drama! Eis uma vida!
A chave que não fechou,
A flor que resistir desabrochar,
E a questão: Será que valerá a pena esperar?

Recuso os anúncios,
Mas acato os convites.
Medito falando
E meu silêncio é um barulho feito em gritos.

Minha calma aparente é meu desespero interiorizado.
Minha resistência é meu orgulho ferido.
Minha atenção está naquilo que me distrai.
Minha euforia é meu modo de irradiação.

Quantos "eus"! 
Quantos "meus"!
Mas nenhuma posse.

Quanto mais longe se vai, 
mas difícil fica de ver os detalhes do ponto de partida.

A arrogância vai na cabeça, 
mas a humildade deve está centrada nos pés.

Olhamos para o alto e desejamos o céu,
Mas a proposta é de fazer deste mundo uma novo céu 
e uma nova terra.

Antes de firmar o teto,
a base precisa está bem alicerçada.


                                                                                  (Iúllia Agner) 

quinta-feira, 21 de março de 2013

O que encontrei


Fui, 
busquei encontrar na sombra ligeira do teu olhar 
motivos favoráveis para não te deixar.
No entanto, 
Teu amor se dissolveu com meu pranto,
pois na dura realidade de encarar
o sentimento que até hoje trazia em teu olhar
não era de amor, nem de paixão,
mas apenas de uma leve e forçada consideração.
Iúllia Agner

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Desejo Camuflado

Tenho os meus medos, meu receios, meus suspiros.
Não vou deixar de viver por causa dos perigos,
A estes eu encaro como segredos,
O plano "B" mantido em sigilo.
 
Há coisas que eu sei  e outras que não faço ideia,
Mas nem por isso me considero ingênua ou sábia.
A graça do conhecimento é a descoberta.
 
Dou os meus vacilos, vou aos precipícios.
De cima para baixo é tudo tão dramático.
Mas de baixo pra cima parece ser mais fácil.
O medo está camuflado no subentendido.
 
Tenho vontade de voar!
Tenho desejos de chegar!
Gostaria de estar,
Mas tão pouco sei encontrar
O sonho que mora em mim.
 
 
                                                                   (Iúllia Agner)


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Transtorno de Amar

Quando te vejo ocorre um longo desequilíbrio interior.
O coração dispara, as pernas enfraquecem, os sentimentos afloram, aparece uma tal febre,
O corpo padece de um motivo desconhecedor.
No máximo de todos os sentidos a alma derrete-se em bramidos:
Ai, meu Deus, eu vou morrer  na volúpia desta dor!

Eu te quero tanto bem que nem sei mais o que sinto.
Se é amor, ternura ou apenas afeição.
Só seu que meu coração se alegra em explosiva emoção
Ao sentir tua presença tão próxima de minhas mãos.

Eu achava que tu poderias ser meu redentor,
Mas o que sinto por ti me provoca amargor,
E talvez seja melhor que os meus suspiros por ti jamais sejam inspirados.
É impossível te possuir, por isso não ouso nem te encarar,
Pois se os meus olhos nos teus fixarem,
 Não respondo por mim e nem digo o que poder esperar.
,
Há anos tento te ignorar,
Mas basta de ver e tudo volta a despertar
Mantendo mais vivo o que desejo apagar.
Somos livres, mas impedidos.
Por isso, abrirei mão da loucura de te esperar,
Pois mesmo desejosa não irei lutar por este amor que parece mais um capricho.

Embora seja verdadeiro,
Embora tudo que eu mais ansiasse fosse algum dia poder dar-te um beijo
E que este fosse correspondido,
E que no eu contigo, tu estivesse comigo,
E que, apenas uma única vez, nós respirássemos por meio de um único suspiro.

Eu te quero muito bem, mas eu vou me contentar em apenas te contemplar,
E um dia te ver partir, pois de ti quero me libertar,
Já que contigo não poderia estar,
E as minhas fantasias nunca poderão se realizar.
Mas...
Eternamente irei te amar.

Iúllia Agner

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Querido Diário #2

Em algum lugar do mundo, 02 de janeiro de 2013

Querido Diário,

Eu nunca havia agradecido tanto por ter me decepcionado, por ter visto alguém "infligir" as regras que eu havia imposto a ele. Que maravilhosa decepção! Não que eu não tenha sofrido. Sofri sim! Aliás, isso ainda estar a doer em mim, mas se este alguém não tivesse antecipado esta decepção, certamente no futuro isso iria doer ainda mais. Contudo, Deus é sempre mais sábio.
Por meio desta decepção eu vi ao fundo pequenos traços do tão sonhado despojamento. Que bom saber que mesmo ainda longe ele está a se aproximar. Não há  previsões de quando ele se instalará por completo, mas eu estou preparando o terreno e pelo visto, os meus também estão colaborando para a "limpeza" do mesmo. Oxalá que alcancemos! E que eu, na minha pretensão de não ser nada além de útil na vida deles, possa prestar-lhe algum serviço como recompensa.
Meu Querido, percebeste que pareço mais madura? Eu também percebo algo de diferente em mim. Parece quando um segredo vem sendo revelado, ou  uma rosa desabrochando. É estranho, embora eu sempre tenha pedido isso a Deus. Porém, por quanto tempo isso durará? Espero que não tenha prazo de validade para que depois das falas maduras não haja um regresso à infantilidade. Senão, meu caro, até tu irás se decepcionar comigo...
Lembrei de algo que acontecera comigo nesses dias. Alguém tentou afirmar perguntando que eu gostava da solidão. Eu de imediato deu um não como resposta, pois a solidão sempre foi um sinônimo de tristeza para mim. Contudo, é incrível de como ela me persegue! Parece que vem pelo cheiro. Ai, que trágico! Exalo cheiro de tristeza! (risos) 
Tudo isso é tão irônico, meu Querido, pois sou tão alegre, tão espontânea, tão sorridente, tão aventureira e ao mesmo tempo tão solitária. É como se todas as minhas qualidades fossem "aniquiladas" por esta pequena e enorme partícula. Sinto-me tão abandonada, sem laços, sem conexão. É como se eu vivesse num eterno anonimato e mesmo estando viva é como se estivesse invisível. Às vezes penso que inexisto, que sou um sonho e que a qualquer momento irei me lembrar de me esquecer. Um sonho com vida própria.
Os motivos para todas essas fatalidades? Talvez se dê pela falta de verdade, de sinceridade, de doação com os "acordos" que eu decidi fazer com terceiros e estes estão sempre a racionar, cada vez mais, o que é sugerido a dar por inteiro. Quanta banalização! Quanta indiferença! Parece que eu sempre decido a me envolver com as pessoas erradas, pois quando acho que encontrei "a pessoa" o destino me dar uma rasteira e diz: "Erro de novo!" Acontece que já errei tanto que pelo menos uma vez queria acertar e dizer: "Bingo! Essa foi dentro!" (risos)
É, caríssimo, condenação é condenação, mas creio na redenção. Já sou acostumada com a solidão, mas eu ainda prefiro sentir o tato e escutar os batimentos de um outro coração fora o meu. Ninguém é feliz sozinho. Mas ainda bem que eu tenho a mim, a você e Deus.
                                                                                                                    Até breve!
                                                                                                                            
                                                                                                                                 Iúllia Agner

sábado, 17 de novembro de 2012

Querido Diário #1

Em algum lugar do mundo, 17 de novembro que 2012

Querido Diário,

Hoje foi um dos dias que mais pensei em você, na realidade você não saiu da minha cabeça desdo encontro de ontem. Há momentos que é mais válido ficar na sua companhia do que na presença de qualquer ser humano. Você sabe me compreender, sabe se manter disponível, permanece comigo quando nem eu mesma  sei onde fiquei. Obrigada, meu caro, você é um amigo e tanto!
Ontem falávamos das pessoas, de como queria que de repente me desse um branco na mente e eu esquecesse de todas, todas mesmo, até de mim. Sinto-me perdida dentro das lacunas de carências,de desconhecimentos, dos abismos que os medos criaram para as minhas esperanças, perdida em meio as minhas desilusões e tantas decepções, tanta espera pelas pessoas que sempre me diziam: "Eu volto!"," Não te abandonarei", mas que até hoje nunca voltaram. Por que será que elas não sabem falar a verdade? Por que será que não são honestas o suficiente para com a sensibilidade do outro? Eu peço muito ao falar em sinceridade ao invés de mentira? E aquela frase que elas dizem :"Eu amo você", dar vontade de perguntar: Quem é este "você" a quem se referes? Sou eu? Elas sempre costumam dizer isso de forma equivocadas, ou talvez não entendem como esta frase pode ser significava para quem escuta. Acontece, caro amigo, que eu não tenho escutado isso de quem eu mais desejei ouvir...Escutar um alguém a quem você ama dizer isso para outra pessoa, dói tanto tão quanto se este alguém tivesse dito : "Não gosto de ti o suficiente e por isso não posso dizer que te amo". Nesses momentos dar vontade de sumir.
Talvez fosse bom desaprender, ou melhor, recomeçar do zero, criar uma nova identidade e me deixar moldar, não exatamente pelo que eu acho formidável a mim, mas pelo que é útil aos outros. 
Sim, Querido, eu gostaria de um grau de utilidade que me fizesse sentir levemente viva e visivelmente útil. Mas isso não é possível, dormir e acordar com uma outra identidade, em um local nunca visto antes e com pessoas que não se sabe nem qual língua falam. Totalmente desagarrada, sem passado, sem lembranças, sem rastros... a ovelha perdida? Não. Apenas uma pessoa que não tem uma história no ontem, mas que quer construir uma a partir do agora. Recomeçar, dar vida a uma história. Quanta audácia a minha, querer morrer e renascer ser ter exatamente morrido. Loucura? E quem disse que a loucura também não tem doses de razão, ou melhor, quem disse que a loucura é absolutamente a ausência da razão? Certamente se teve alguém que afirmou isso esse sim deve ser considerado um louco (risos). Mas o absoluto vai para o tudo e para o nada, o resto é tudo relativo. Somos relativamente gente, relativamente anjos, demônios, animais. Um ser pleno só Deus.  E a natureza nos dar umas certas doses de autenticidade.
Contudo meu querido, vamos construir um castelo? Permita-me ficar do seu lado até que, enfim, o castelo ganhe vida nos meus sonhos e eu possar morrer e renascer com uma outra identidade, já que enquanto estou acordada não posso deixar de ser quem sou, nem tão pouco "brincar de faz de conta". Se eu morrer, certamente não voltarei e nem desejarei voltar. Sonhemos, meu amigo, e que em meus sonhos você também ganhe vida e seja mais do que o meu diário particular.

Boa noite!

Iúllia Agner

sábado, 20 de outubro de 2012

Conhecendo a "criadora" da poetisa Iúllia Agner

Ser poetisa vai muito mais além do que escrever sobre Amor, Paixões, Sonhos e tudo mais. É algo tão espiritual e sensitivo que fica difícil até para fazer referências. A inspiração parece vir das emoções e todo o jogo de palavras que a poetiza usa não tem outra finalidade senão a de suscitar as próprias emoções dos leitores. 
A poesia é como se fosse uma dedicatória da sensibilidade (poetisa) à sensibilidade (leitor), e nisso só podemos dizer que ela acontece em seu sentido inicial se o leitor sentiu os efeitos das palavras, pois do contrário sua serventia foi nula.
Em poucas palavras tentei dizer o que é ser poetisa, muito embora dizer que sou uma é de uma indignidade e audácia altíssima. Prefiro que as pessoas façam esse conceito, pois mais antes a humildade do que a prepotência. A poetisa fica com vocês, eu apenas gosto de escrever.(risos)
A essência de um poeta é de uma beleza fantástica que na maioria das vezes desconhecemos deste "nosso" potencial. Digo isto porque aos poucos tenho descobrido e explorado o meu.
Uma das minhas "audácias criativas" (além das cartas, que amo) foi a Iúllia Agner, uma das poetisas deste blog. Ela é meu oposto, é atrevida, sedutora, determinada, aventureira, destemida, madura, enfim, é uma mulher sensacional. O que temos em comum é o gosto pelas Letras, Artes, o apreço pela natureza, o gostar de viajar e uma paixão pela língua italiana (inclusive pelos italianos também). 
As pessoas fazem perguntas, como: "A Iúllia não tem um pouco de você?" Tem sim, a Iúllia teve uma infância, uma adolescência, posso dizer que estou nas "fases de transição" dela.
A Iúllia faz, simplesmente, tudo que eu não tenho coragem de fazer, não por eu ter medo, mas porque escolhemos caminhos diferentes a seguir. Ela tem uma vida independente da minha. Os amores que ela faz referência nas poesias  também são casos à parte. Algumas pessoas desconfiam que a apaixonada sou eu, que vivo um romance às escondidas. Que afronta! (risos)
Não, eu, Giulliane, nunca me apaixonei, não que eu me lembre e  se isso aconteceu foi de uma insignificância que não representou nada. A paixão é algo tão "desconsertante" que acho não ser uma boa experiência para mim. Já sou tão distraída, imaginem apaixonada! Apaixonar-me só depois de muitos copos de Coca-cola!(risos). Mas já tive muitas ilusões, o chamado "Amor Platônico" tão intenso quanto o fogo numa palha. A realização desses nunca aconteceram, aqueles homens não eram para mim, eram para a Iúllia, mas ela ainda não existia (ou, já?).
Contudo, tenho uma grande inspiração, uma paixão que já se tornou amor ... um romance que já teve seus ensaios, mas que ainda não se "consumou". Às vezes penso não haver "correspondência", mas é ele que sustenta a minha vida. No facebook eles nomeiam isso de "relacionamento enrolado". Porém, é algo muito mais intenso do que as paixões e cópulas da Iúllia. Contudo, creio que chegamos ao "êxtase", mas por meios diferentes, pois a doação, a entrega, a permissão de se deixar adentrar é a mesma (ou, pelo menos o desejo, no meu caso). Mas eu aposto nesse amor e hei de vivê-lo em plenitude. "O meu Amado será meu e eu serei do meu Amado."
Iúllia Agner depende da minha mão para escrever. Como disse um autor (o qual não lembro o nome) que a mão que escreve é a possuída, logo a minha mão direita é a poetisa (risos). Porém, creio e digo que qualquer pessoa pode escrever, pois a sensibilidade e a técnica é algo que pode ser aprimorado. Todo dom é aperfeiçoado e mesmo aqueles os quais não possuímos merece, ao menos, ser experimentados por nós. Muito embora que os escritos produzidos não cheguem à semelhança dos nossos "ícones de referência" vale à pena a tentativa de esquematizar ideias e emoções num papel. Pois aquilo que não vigora pode servir como aprendizagem e história. Mas, toda história pode virar livro.
É isso, meus caríssimos. Vocês conheceram um pouquinho da poetisa Iúllia Agner e da sua "criadora" dela, Giulliane Gomes. Espero que tenham gostado. A todos os poetas e poetisas, meus parabéns!!
                                                                                           
 Giulliane Gomes

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pacto

Tentei resistir, mas as nossas resistências são frustrantes, ou melhor fraquejantes
Sempre terminamos assim:
Você em mim.
Nosso pacto de amor continua
Sempre deixando que os instintos aconteçam
Seja na dor, na alegria ou na tristeza
A espontaneidade deve prevalecer.
E tudo isso aconteceu em instantes
Nosso amor é sempre atuante
No dia, nas noites e independentes das horas
O momento para acontecer é o agora.
O teu amor me é um quarto fechado
Pois tu és a minha música em tom maior,
O estímulo das minhas dilatações, 
O predador da minha santidade
E o causador da minha insanidade.
Ah, esta mania de te amar
às claras e às escondidas,
nos doces sons da travessia
do teu no meu olhar.
Renovo-me ao saber
Que os instintos sempre irão acontecer
Se no meu eu estiver contigo
E no teu tu estiveres comigo
Nosso amor é a candura de um abrigo
Onde, por todo o sempre, quero habitar.

Iúllia Agner

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Bela e o Caçador

Por acaso viste um caçador
Que leva uma flecha na mão direita
E um lenço na mão esquerda?
Ele foi o caçador que me raptou o meu sossego
Me seduziu com o seu jeito
E me deixou em desespero
Em passos lentos visitou o meu bosque
Tentou não chamar atenção
Mas minha alma já estava a espera
Daquele ser que, um dia, viria armado com uma flecha
E raptaria o meu coração
Meu caro caçador, mesmo que tu não me trouxeste nenhuma flor
Minha alma te reconheceria,
Mesmo que eu estivesse adormecida
Eu logo me despertaria
Pela presença do teu amor
O lenço que me tu me roubaste
Não foi em sinal de lembrança,
Mas em propósito de esperança
De encontrar-me tão pura e cândida
No dia que, enfim, tu retornar
Para juntos ficarmos
A Bela e o Caçador

(Iúllia Agner)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A mestra natureza

Aprendi a admirar as flores
A perceber nelas a essência do meu coração
Aprendi a apreciar a brisa
Que se mostra como a respiração
E me revela com precisão
O que é a vida e a emoção
Vejo deste local a natureza generosa
Onde a copa das palmeiras se colocam a dançar
Sob o ritmo do vento que vem ensinar
Que a alegria de todo pássaro é voar
Ah, os passarinhos
Me fazem feliz sem me conhecer
Cantam por sua natureza
E eu os aprecio em contemplação
Pois com ternura chamam a minha atenção
E me fazem um ser devoto com dedicação
A natureza é minha mestra
Que por si dar testemunho
Da suavidade, da delicadeza e dos murmúrios
Através de gestos simples de expressão
Ela me ensina a conduta da Humildade
A virtude que aprimora a sensibilidade
E dar doçura ao coração.

(Iúllia Agner)

)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Heterônimos



Você sabe o que é um heterônimo??

Quando um escritor assina em suas obras um nome fictício, ele cria, então, um heterônimo. 
Um nome imaginário que identifica uma personalidade deste mesmo autor.
É uma espécie de fragmentação do ser... O heterônimo criado é repleto de uma individualidade e características próprias, todas presentes na essência de seu criador, apesar de parecem bem diferentes, como país de origem, idade, sexo, características físicas e psicológicas...
Vale destacar o grande poeta português, Fernando Pessoa, com seus inúmeros heterônimos, como: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e outros tantos...

Nossas autoras também possuem heterônimos que serão expostos mais adiante...


Terezinha Soares = Tereza Soarez


 
 Giulliane Gomes = Iúllia Agner

Sabrina Sousa = Sophie Rodriguez


Por hoje é só!!!




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Movida pelos Instintos

Se no frio eu te aqueço
Na manhã tu me despertas
Não dar para continuar dormindo
Quando o amor chama à vida
O teu chamado me seduz,
Me inebria, me desconserta
Para o dia eu acordo,
Mas é nas horas que eu me entrego
Se no frio eu te aqueço
Na manhã tu me despertas
Vou pelo instinto,
Pois tu me fazes perder os sentidos
Desconheço a minha ordem
E a tua também desobedeço,
Pois tu não mandas em mim
Nem tão pouco em ti também,
Mas no frio eu te aqueço
E nas manhãs tu me despertas
Parecemos um,
Mas tu és tu
E eu sou eu
O que nos movimenta é o instinto
E este amor que oculta os nosso sentidos
E nos faz orbitar para o subjuntivo
Onde
Se no frio eu te aqueço
Nas manhãs tu me despertas

(Iúllia Agner)

sábado, 21 de julho de 2012

Paixão Escondida


Trago no peito uma paixão
Que parece mais uma explosão
De todos os meus sentimentos.
Não sei dizer qual o seu ritmo,
Não sei compreender o seu gemido,
Nem tão pouco o seu grito,
Mas me parece colorido.
A sua intenção é de viver
De crescer, de gerar, de transbordar,
De me elevar ao mais alto patamar da emoção.
Essa paixão é uma das minhas mais doces aspirações
Que um dia, em companhia da emoção,
Me elevará ao mais audacioso palco da criação
Para arrancar de mim o que trago em meu coração.

(Iúllia Agner)

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