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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Resenha #43 - A Escolha (Nicholas Sparks)

Saudações, galera!
Férias é tudo de bom. Relaxar e pegar aquele livro que fazia um tempão que estava, pacientemente, esperando por você, para ser retirado da prateleira e, enfim, conduzir-te a uma linda viagem através das palavras. Ah, como eu estava com saudade disso!
Assim, estamos de volta com as resenhas e dessa vez, trago a de um dos livros do meu escritor favorito (já sabem quem é, né? Isso mesmo. Nicholas Sparks. Haha). 


"Ficar com você me mostrou algo que passei a vida inteira buscando. Quanto mais nós ficamos juntos, mais imagino que isso será algo duradouro no futuro. Isso nunca aconteceu antes, e não tenho certeza de que acontecera novamente. Nunca me apaixonei por ninguém até você chegar. Não dessa forma, e eu seria um imbecil se deixasse você se afastar sem lutar."

Travis Parker e Gabrielle Rolland (ou simplesmente Gabby) são vizinhos e têm em comum o amor por cachorros, no entanto, se conhecem de modo não tão amistoso. Gabby já não tinha uma boa impressão de seu vizinho, mas é através dos cachorros Mollyborder collie (dela) e Moby, o boxer gigante (dele) que passam a se relacionar, pois Gabby desconfia que Molly esteja grávida e que o "culpado" tenha sido Moby e ela muito se surpreende quando descobre que Travis é o veterinário da cidade.

Ambos possuem uma história bem diferente do outro. Gabby é o tipo de filha certinha, guiada pelos desejos da mãe, e que não se importava muito consigo mesma, além de ser reservada. Se mudara para a cidade de Beaufort, na Carolina do Norte para trabalhar em uma clínica pediátrica e ficar perto de Kevin, seu namorado. Além deste e das pessoas que trabalham na clínica, ela não conhece mais ninguém, até ter que ir tirar satisfações com seu despreocupado vizinho.

Travis tem um estilo de vida dinâmico e despojado, é também um esportista, não dispensa aventuras e diversões com os seus amigos, viajar é um de seus hobbies favoritos. Começou a trabalhar na clínica veterinária de seu pai assim que terminou a faculdade.

Tudo começa a mudar a partir do momento em que os dois decidem esquecer o estresse (totalmente da parte dela) e os desentendimentos e se conhecer novamente, começando pelo costumeiro "oi", "bem vinda, vizinha", etc., e Gabby passa a ver em Stephanie, a excêntrica irmã de Travis, uma amiga. A relação entre eles começa a ficar mais séria e Gabby tem uma escolha a fazer... Aliás, ela tem namorado e via em Kevin a esperança de constituir uma família feliz.

Até onde devemos ir em nome do amor?? O tempo passa e uma grande reviravolta faz com que, dessa vez, a grande e difícil escolha esteja nas mãos de Travis. Curiosos? Rsrs

A Escolha é um livro que conseguiu me conquistar a cada capítulo. São lições e reflexões valiosas sobre amizade, companheirismo, família e claro, amor. Mais uma vez Nicholas Sparks consegue deixar meu coração na mão. Não posso dizer o motivo, óbvio, mas deixo a vocês essa lindíssima leitura que, sem dúvida, ainda ficará martelando na mente mesmo após concluída.

Até a próxima, queridos! =)

Sabrina Sousa 




terça-feira, 19 de março de 2013

Resenha #42 - Apaixonada por palavras (Paula Pimenta)

Olá, galera!
Curtindo bastante o feriado? Estou, e muuito! hehe
Neste mês pude, enfim, conhecer um pouco da escrita da Paula Pimenta, autora também da série Fazendo meu filme e Minha vida fora de série (os quais não vejo a hora de ler). Há tempos desejava ler algum de seus livros e, felizmente, tive um agradável livro para me fazer companhia em minhas horinhas vagas, já que comecei a trabalhar. hehe


Antes derramar lágrimas do que ter um rosto constantemente seco e um coração sem sentimentos. Antes atravessar uma tormenta que nos sacode e nos faz pensar do que passar pela vida anestesiados. Porque só quem sente tristeza tem vontade de obter a felicidade. E os poucos momentos em que a alcançamos compensam todas as lágrimas que derramamos no caminho. (p. 115)

Apaixonada por palavras é um livro de crônicas que têm como protagonista a própria autora. Nelas estão reunidos e descritos fatos do dia a dia de Paula Pimenta, que são narrados de forma simples, mas encantadora. A cada crônica, podemos nos identificar, apreciando cada palavra e constatando a paixão que a autora nutre pela escrita, em escrever sobre o seu dia, sua família, seus amigos, seus amores e situações marcantes, como também proporcionar aos leitores reflexões sobre a vida.

A linguagem utilizada por Paula Pimenta é mais voltada ao público jovem, mas pode sim ser lida por outros públicos. É clara e sem rodeios e bom é quando você lê e volta para compreender melhor aquela passagem, não por ela ser complexa ou complicada, mas certa e profunda.

Em algumas crônicas pude também pensar na minha vida e compreender certas coisas que a gente pensa que só acontece com a gente, quando na verdade, já aconteceu com muitos. Interessante poder acompanhar os passos de um escritor nas áreas de sua vida, seus sentimentos e ações e nisso, Paula Pimenta tem prazer em compartilhar.

Muito me alegro por ter lido esse livro e assim conhecer o porquê da paixão da autora pelas palavras. Se você também deseja saber, não perca a oportunidade de lê-lo e de se apaixonar cada vez mais por esse universo tão encantado, que é a leitura.

Até a próxima!

Sabrina Sousa


PAULA PIMENTA é apaixonada por palavras, principalmente pelas escritas. É formada em Publicidade, mas gosta mesmo é de escrever livros.
Autora das séries Fazendo meu filme e Minha vida fora de série, ela divide seu tempo entre criar novas histórias e viajar para contá-las por aí...
Nas horas vagas, ela compõe, canta, toca violão, conversa com seus leitores pelas redes sociais, sai com as amigas, brinca com seus dois gatos e seis cachorros, curte a família e namora muito. Afinal, ela também é apaixonada por tudo isso.


sábado, 9 de março de 2013

Resenha #41 Mau Começo (Desventuras em Série), Lemony Sniket


¡Hola, hola!

Milhares de anos longe do Blog, mas voltei (parcialmente)...
E trago logo um outro Super Livro... O Livro Primeiro de Desventuras em Série, Mau Começo, de Lemony Sniket.

Conheci o enredo através do filme de Brad Silberling (com o mesmo título da série), lançado em 2005 (com nada mais, nada menos que Jim Carrey, Meryl Streep, Jude Law). Impossível não se envolver. Desde então, enchia-me de desejo de comprar a coleção (de 13 livros), mas faltava-me dinheiro. Decidi, então, comprar aos pouquinhos (nada mais óbvio... "dãr"!!).

É um livro curtinho. Linguagem muito bem trabalhada. 
Acho super interessante esse diálogo que o narrador tem com o leitor em algumas obras. Durante toda a narrativa nosso narrador conversa e lhe avisa que se o desejo de ler é de ver passagens felizes, escolheu o livro errado:

"Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes n/ao são o que mais encontramos na vida dos três Baudelaire cuja história está aqui contada. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire eram crianças inteligentes, encantadoras e desembaraçadas, com feições bonitas, mas com uma falta de sorte fora do comum, que atraía toda espécie de infortúnio, sofrimento e desespero. Lamento ter que dizer isso a vocês, mas o enredo é assim, fazer o quê?" (p. 9-10)

É até difícil escrever sobre o livro. O título da série já fala por si só. As três crianças citadas ficam órfãs de pai e mãe. Desde então, é uma "desventura" atrás da outra, em suas vida. Eles estão brincando na praia quando o Sr. Poe (advogado da família) lhes dá a notícia de que seus pais haviam morrido em um incêndio misterioso. Violet (14 anos), Klaus (12 anos) e Sunny (um bebê) tinham pais muito ricos, mas que, segundo seu testamento, deveriam morar com um parente se algo lhes acontecesse. Sua fortuna só estaria disponível a Violet quando completasse sua maioridade.

O fato é que os pequenos vão morar com o Conde Olaf:

"Ele era muito alto e muito magro, e vestia um terno cinzento com várias manchas escuras. O rosto estava sem barbear e, no lugar das duas sobrancelhas que a maioria dos seres humanos possui, tinha uma única, bem comprida. Seus olhos brilhavam intensamente,o que lhe dava uma aparência de faminto e zangado ao mesmo tempo. (...) E dava para eles verem, no intervalo da pele muito branca situado entre a surrada bainha da calça e o seu sapato preto, que o conde Olaf tinha tatuada a imagem de um olho em seu tornozelo, igual à do olho em sua porta da rua." (p. 28.30)

Era um ator, ríspido, mau educado, agressivo, interesseiro, mau... Chamava as crianças de órfãos. Os colocou em um único quarto imundo, com uma única cama igualmente inutilizável. Tenta, de várias formas, encontrar um jeito de ficar com a herança dos jovens Baudelaire, fazendo o que for possível (de malévolo, é claro) para satisfazer essa meta.

Realmente, ficamos chocados com tantas atitudes surpreendentes realizadas pelo Conde Olaf. Só para se ter uma noção, a última palavra do livro é justamente DESGOSTO. E é só o primeiro livro de uma série de 13. Imagine quantas desventuras esses pobres "órfãos" terão! Não tem, de fato, um final feliz, pois quando achamos que tudo está acabando bem (o que é de se esperar nas últimas páginas de um livro):


"Nesta altura de nossa história, sinto-me obrigado a interrompê-la para lhes dar um último aviso. Como eu disse no comecinho, este livro que está na mão de vocês não termina com um final feliz. Pode parecer, pelo que acabaram de ler, que o conde Olaf vai para a cadeia e que os três jovens Baudelaire vão viver felizes para sempre com a juíza Strauss, mas não é assim. Se preferirem, podem fechar o livro imediatamente e não ler o desfecho infeliz que se segue. Vocês podem passar o resto da vida acreditando que os Baudelaire triunfaram sobre o conde Olaf e viveram o resto da vida deles na casa e na biblioteca da juíza Strauss, mas não é assim que a história continua." (p. 142)

E, claro, que não posso escrever mais...
Como sempre escrevo aqui, todas as vezes que leio um livro que ultrapassa minhas expectativas: "Vale a pena!!!" Muito...!!!

Confiram!!

Mau Começo 
(Livro Primeiro de Desventuras em Série)
Autor: Lemony Snicket
Editora: Cia das Letras
Ano: 2001
Páginas: 148


_____________

Lemony Snicket



Daniel Handler (nascido em 28 de fevereiro de 1970 em São Francisco) é um escritor e cineasta americano. Ele escreveu os romances The Basic Eight e Watch your Mouth. É casado com Lisa Brown, artista gráfica que conheceu na universidade.

Originalmente, Handler utilizava o codinome Lemony Snicket ao invés do seu próprio nome na lista de correio de diversas organizações de extrema direita que ele pesquisava para escrever um de seus livros. Isso se tornou uma espécie de brincadeira entre os seus amigos, que costumavam pedir pizzas sob o nome. Como Lemony Snicket, Handler escreve uma série de livros chamada Desventuras em Série, sendo que Snicket faz parte de história assim como seus irmãos e a mulher que amava. Atualmente há treze livros lançados da série.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Resenha #40 - Cartas entre amigos (Gabriel Chalita e Fábio de Melo)

Boa noite, galera!
Março já chegou e a primeira resenha que trazemos é de um livro que terminei hoje, por sinal, e que muito me agradou. Já fazia um bom tempo que eu tinha vontade de lê-lo, só me faltava a oportunidade. Então, trago a vocês minhas impressões desse livro, escrito por Gabriel Chalita e Fábio de Melo, dois grandes nomes em nosso cenário brasileiro.



Cartas entre amigos - sobre ganhar e perder é um convite a celebrar a simplicidade da vida e nisso, tomando diversos exemplos como ponto de partida para grandes e contínuas reflexões. Indagações que dizem respeito às tristezas familiares, como também de muitas dores são trazidas nesse livro, escrito em forma de diálogo, cartas trocadas entre os autores, que levam o leitor a parar para meditar nas fases da vida, no cotidiano e nas relações sociais, fazendo uma análise pessoal.

Pessoas simples acessam com muita facilidade a profundidade da vida. Sabem viver na prática o que não sabem dizer na teoria. (p. 51)

O interessante no acompanhamento desta conversa entre Gabriel Chalita e Fábio de Melo é podermos meditar através de suas perguntas e respostas, analisando o próprio "eu" e passar a olhar para o outro, buscando entender suas atitudes em certos momentos da vida. 

Há pessoas que mesmo em meio ao sofrimento, conseguem encontrar uma saída, aprendem a passar pelo deserto e se negam a parar diante de suas limitações. Aprendem a superar seus medos, abrindo a janela de suas emoções para deixar que a luz de um novo dia entre, ilumine e passe a fazer morada. Um recomeço! É fácil? Certamente não, mas para isso é preciso cultivar a árvore da paciência, da fé e do amor para podermos dispor de seus frutos.

O mal está por toda parte, mas o bem também está. Por vezes só o bem prevalece. Por vezes só o mal. Tudo depende do que vamos deixar crescer. É assim que ganhamos. É assim que perdemos. (p. 70)

Somos pessoas imperfeitas que estamos constantemente na busca de um Sol maior, um porto seguro que ampare nossas lágrimas, que nos ensine nas perdas para que possamos ampliar nossa visão na busca de outras experiências e possibilidades. 

Nestas páginas, além de experiências próprias dos autores, também nos deparamos com ricos pensamentos de grandes escritores como Machado de Assis, Fernando Pessoa, Lygia Fagundes Telles, um pouco da poesia de Castro Alves e dentre outros para clarear as ideias e tentar entender os conflitos da modernidade, que muito sufocam o ser humano. 

Muito tenho a dizer acerca desta leitura, mas não sei como fazê-lo, como descrever. Gosto de livros que fazem com que assimilemos facilmente aquilo que está sendo exposto. E este é um desses, de leitura atrativa, rápida, espontânea e leve. Caso você tenha a oportunidade de lê-lo, não a deixe passar. Recomendo!

Até a próxima!

Sabrina Sousa


FÁBIO DE MELO nasceu em Formiga (MG), em 1971. Sacerdote católico, é formado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque (SC) e em Teologia pela Faculdade Dehoniana de Taubaté (SP). É pós-graduado em Educação e mestre em Teologia Sistemática pelo Instituto Santo Inácio, de Belo Horizonte (MG). Além de escritor, é também compositor e cantor.

GABRIEL CHALITA nasceu em Cachoeira Paulista (SP), em 1969. Graduado em Direito e Filosofia, é mestre em Ciências Sociais e Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutor em Comunicação e Semiótica pela mesma universidade. É membro da Academia Paulista de Letras e da Academia Brasileira de Educação.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Resenha #39 - O Futuro da Humanidade (Augusto Cury)


Boa noite, galera! 
Estou de volta, neste último post de fevereiro para trazer a vocês a opinião de mais um livro. A resenha de hoje será de O Futuro da Humanidade, o primeiro romance do conhecidíssimo escritor Augusto Cury. 



O Futuro da Humanidade, publicado pela Editora Sextante, traz a estória de Marco Polo, um recém estudante de medicina que se propôs a se questionar sobre a vida, começando a enxergar o belo que ela oferece, iniciando pela natureza, como abraçar uma árvore e conversar com uma flor. Coisas simples, mas que passam despercebidas e, com a correria do dia-a-dia, esquecidas pelo ser humano. Para muitas pessoas, isso pode até ser loucura, ou mesmo uma perda de tempo.

Tudo começa no início das aulas da faculdade, quando em uma visita ao laboratório, o professor, um doutor muito reconhecido pela universidade, apresenta os corpos que servirão para o estudo dos calouros. Inquieto pelo modo frio com que o professor falava destes, Marco Polo passou a indagar sobre o passado dos considerados indigentes: Quem eram? Teriam família?, dentre outras perguntas e comentários que tiraram a paciência do professor, que não aceitava ser contrariado, pois tanto para ele quanto para os demais alunos e profissionais que estavam presentes, aqueles corpos não significavam mais do que um objeto de pesquisa, do qual ninguém iria se opor.

Mesmo sendo repreendido e humilhado, Marco Polo não se deu por vencido. Decidiu averiguar sobre o passado de um certo corpo, que era de um senhor, que chamou sua atenção por sua fisionomia um tanto quanto alegre. Mais tarde, descobrira que se tratava do Poeta da Vida, um estimado e reconhecido médico, inclusive por aquela mesma universidade, e que infelizmente havia perdido sua família em um trágico acidente. Os sofrimentos fizeram com que este abandonasse sua profissão, seus amigos, sumisse e fosse parar nas ruas, mas foi como um mendigo que ele pode ter esperança, voltar a sorrir e admirar o belo, transformando-se em um verdadeiro "Poeta da Vida".

Nessa longa jornada, Marco Polo conhece Falcão, um mendigo que, além de ajudá-lo a falar sobre seu grande amigo, o Poeta da Vida, ensinou-lhe valiosas lições, dentre elas a arte de ser grande sendo pequeno, aprender a questionar, ter fé, nobreza e a importância de ser um eterno aprendiz.

A partir de então, Marco Polo começa a rever seus conceitos e aprender a ser mais humano, repassando a todas as pessoas que encontrava tudo aquilo que havia aprendido com seu novo amigo, interessando-se pela mente e pelo comportamento humano para ajudar as pessoas a serem livres sem se tornarem dependentes de remédios.

O livro é recheado de frases inspiradoras, que realmente fizeram com que eu parasse, meditasse e relesse. Abaixo, apresento algumas:


A sabedoria de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe. (p. 78)


O que define a nobreza de um ser humano é a sua capacidade de enxergar sua pequenez. (p. 79)


Tudo em que você crê o controla. Se o que você crê o encarcera, então você será um prisioneiro; se o que você crê o liberta, então, você será livre. (p. 145)


Ser feliz é ser capaz de dizer “eu errei,” é ter sensibilidade para falar “eu preciso de você,” é ter ousadia para dizer “eu te amo.” (p. 211)


Os professores são heróis anônimos, meu amigo. Trabalham muito, ganham pouco. Semeiam sonhos numa sociedade que perdeu sua capacidade de sonhar. (p. 45)


Quando o mundo nos abandona, a solidão é tolerável, mas quando nós mesmos nos abandonamos, ela é insuportável. (p. 55)


Este livro traz muitas lições. Se eu contasse tudo, tenho certeza que o post ficaria enorme (e já falei demais. rs). Então, deixo como uma dica para vocês essa interessante leitura. 

Até a próxima! 
Sabrina Sousa 



AUGUSTO JORGE CURY (Colina, 2 de outubro de 1958) é médico, psiquiatra e escritor. Desenvolveu a teoria da Inteligência Multifocal, sobre o funcionamento da mente, o processo de construção do pensamento e formação de pensadores. Seus livros já venderam mais de 10 milhões de exemplares somente no Brasil. Foi considerado pelo Jornal Folha de São Paulo o autor brasileiro mais lido da década. Atualmente, é publicado em mais de 50 países. 
(FONTE: http://www.augustocury.com.br/)


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Resenha #38 - Para Sempre (Kim e Krickitt Carpenter)





Hey, galera... Tudo bem??
Hoje trago a vocês uma história contada por seus próprios protagonistas, um livro que relata um fato que mudou PARA SEMPRE a vida do casal Kim e Krickitt Carpenter. A narrativa é apresentada ao leitor através de Kim, que se apoia nos relatos escritos no diário de sua esposa.

Os dois se conheceram por intermédio de uma simples e casual ligação de Kim para uma loja de materiais esportivos, lugar onde Krickitt trabalhava. Algo na voz dela o surpreendeu e fez com que ele não parasse de pensar no tipo de pessoa que esta seria. Uma voz diferente, que transmitia alegria, bem diferente dos outros atendentes, que não conseguiam disfarçar o tédio que sentiam ao trabalhar, algo que Kim já esperava.

Aquele primeiro contato com a voz de Krickitt ocasionou várias outras ligações, inclusive fora do trabalho e eles passaram a falar de outros assuntos, além das transações de negócios. Então, uma amizade cresce...

No verão de 1991, Krickitt, que é cristã, aceita trabalhar como missionária, na Hungria e a partir daí os dois passam a se comunicar também através de cartas. Depois de algum tempo, enfim, se conhecem pessoalmente, passando a reconhecer que precisam tomar um passo importante no relacionamento, que cada dia ficava mais forte. As atitudes deles eram sempre bem pensadas e para ela, principalmente, precisavam também estar de acordo com a fé que ambos possuíam.

No dia 18 de setembro de 1993, se casam, mas 24 de novembro do mesmo ano torna-se um marco em suas vidas... Enquanto dirigiam para passar o Dia de Ação de Graças com os pais dela, um terrível acidente acontece, resultando em um ferimento sério na cabeça de Krickitt, que a deixou em coma por várias semanas.

Quando, finalmente, Krickitt acorda para a realidade, o que acontece a seguir faz com que Kim perca o chão... Ela não o reconhece! Kim fica arrasado, mas reconhece que terá um longo caminho pela frente, e então, sua existência se resume a fazer com que sua esposa se recorde do importante papel que ele possuía e ainda possui em sua vida.

A leitura deste livro permite que venhamos compartilhar do grande esforço e dedicação que Kim dispensava sobre sua esposa, suportando a sua indiferença, o mau humor e o desespero que ela sentia ao ter que conviver com um desconhecido. Mas Kim tinha fé, estava disposto a reconquistar a mulher da sua vida!

A história do casal ganhou repercussão na mídia e foi parar nas telinhas do cinema (Para Sempre - o filme inspirado na vida do casal, foi lançado no Brasil no início do ano passado). Abaixo você pode conferir o trailer e já adianto que o filme é totalmente diferente do livro, mas mesmo assim, fica a dica.





Se vocês tiverem a oportunidade, leiam e assistam. Além do livro ser fininho, a leitura flui rapidamente. O que deixo como observação é que não pensava que os fatos seriam dados tão rapidamente, mas o livro não perde a sua beleza. Comentem, hein?! ;)

Até a  próxima!
Sabrina Sousa


Kim e Krickitt Carpenter moram em Farmington, no estado do Novo México. Sua história já apareceu nas revistas People, Readers Digest, Christian Digest, Dobsons Family News and Focus, nos jornais The New York Times e The Los Angeles Times, e em programas de televisão como The Oprah Winfrey Show, Dateline, Inside Edition, The Leeza Gibbons Show, The Sally Jesse Rafael Show, The Maury Povich Show, CNN News, The 700 Club, CBS Day and Date, The Family Channel e até mesmo na MTV.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Resenha #37 - Lira dos Vinte Anos (Álvares de Azevedo)

E aí, pessoal? Como vão?
Janeiro já se findou. O tempo passa tão rápido... Bom, hoje trago a vocês a resenha de um clássico da Literatura Brasileira, do autor Álvares de Azevedo. Vamos à nossa primeira resenha de fevereiro, então:



Vinte anos! Como tens doirados sonhos!
E como a névoa de falaz ventura
Que se estende nos olhos do poeta
Doira a amante de nova formosura.
(Tarde de Outono, p. 64)

Álvares de Azevedo foi um escritor que pertenceu à 2ª fase do Romantismo Brasileiro, também chamada fase Ultra-Romântica, onde muitos de seus escritores, jovens poetas, morriam precocemente e, muitas vezes, em decorrência de suas desilusões amorosas, do pessimismo e desgosto em relação à vida. A doença era uma grande companheira que, aliada às tristezas da alma, dava fim à vida do poeta. É também a fase onde o subjetivismo e o sentimentalismo eram os temas principais e onde os autores se espelhavam na figura de Lord Byron, escritor inglês.

Acredita-se que Lira dos Vinte Anos seja a obra mais conhecida de Álvares de Azevedo. O livro é dividido em 3 partes que apresentam poemas que trazem diversos temas. De início, o autor faz uma dedicatória à sua mãe e em seguida, seus poemas trazem à tona o amor juvenil, as grandes paixões. A mulher é tida como a donzela venerada, a quem o eu-lírico expressa todo o seu sentimento e a convida para contemplar a natureza para ambos se amarem.

E as noites belas de luar e a febre
Da vida juvenil...
E este amor que sonhei, que só me alenta
No teu colo infantil! 
(Vida, p. 55) 

O poeta adota uma postura de trovador e se propõe a cantar sobre o amor. Sua inspiração vem da mulher amada que muitas vezes está distante, mas que nunca lhe corresponde, ou mesmo é alguém que não existe. Outras vezes, ele chora de saudades por alguém que habita em seus sonhos e alucinações. Há versos regados de musicalidade e que expressam a jovialidade dos "amantes" (aqui, a correspondência  com a lira - instrumento musical que acompanhava os poetas no recitar de seus versos):

Nossos lábios atrai a um bem divino:
Da amante o beijo é puro como as flores
E dela a voz é doce como um hino.
(Tarde de Outono, p. 64)

...............

Guarda contigo a viola
Onde teus olhos cantei...
E suspirei!
Só a ideia me consola
Que morro como vivi...
Morro por ti!
(O pastor moribundo, p. 59)

O "mal do século," característica marcante nas obras dos escritores dessa época, era o anseio pela morte. O eu-lírico não encontra uma esperança terrena. Sua realidade não o satisfaz. A morte é uma ameaça que está sempre às portas. O eu-lírico apresenta-se como um ingênuo amargurado, depressivo e perdido em devaneios, frustrado por suas fantasias não poderem ser realizadas; a mulher amada e muito cantada em seus versos, vista como algo inatingível; e a auto-depreciação.

Por ela tanto chorei
Que mancebo morrerei...
Adeus, amores, adeus!
(Tarde de Outono, p. 64)

...............

Foi por ti que num sonho de ventura
A flor da mocidade consumi
E às primaveras disse adeus tão cedo
E na idade do amor envelheci!
(Saudades, p. 66)

Faz um bom tempo que desejava ler este livro e gostei bastante. Uma leitura regada de sensualidade, paixão, mas com um misto de tristeza, melancolia e dor. Recomendo a todos!

Até a próxima!

Sabrina Sousa


Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo, no dia 12 de setembro de 1831 e faleceu no Rio de Janeiro, a 25 de abril de 1852. Foi um escritor da segunda geração romântica. Também era contista, poeta, dramaturgo. Assim também como Lira dos Vinte AnosNoite na Taverna é um dos seus livros mais conhecidos. 


sábado, 26 de janeiro de 2013

Resenha #36 - Diário de Uma Paixão (Nicholas Sparks)

Hello, people!

Hoje, tenho o enorme prazer de trazer a vocês a resenha de um dos livros de um autor que sou totalmente fã. Acredito que vocês (ou pelo menos a maioria) já tenham lido e também assistido ao filme que, por sinal, é muuito bom! Neste ano, comecei a participar do Clube da Leitura, proporcionado pela Karin, do blog Prateleira de Cima, onde cada mês leremos um livro do Nicholas Sparks e iniciamos com Diário de Uma Paixão



Não sou nada especial, disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido, mas amei uma pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou. (p. 2)

Outubro de 1946, Carolina do Norte.
Noah Calhoun e Allison Nelson (Allie) são os protagonistas. Quando jovens, viveram um "romance de verão", mas infelizmente tiveram que se separar porque os pais de Allison eram contra esse relacionamento devido às diferenças de classes sociais. Ela, uma garota rica, amante da pintura, com um futuro promissor. Ele, um garoto simples, mas muito trabalhador e apaixonado pela poesia. Desses opostos, surge uma grande paixão.




Allie e a família saem da cidade de Nova Berna. Noah, desde então, passa a escrever muitas cartas para ela, no entanto, ele não consegue receber nenhuma resposta. Allie não toma conhecimento das mesmas, porque sua mãe as esconde.

Sendo também um rapaz sonhador, Noah decide comprar e restaurar um antigo casarão, um lugar muito especial para o casal. Até que consegue e uma foto sua ao lado do imóvel é publicada no jornal. Ao ler a matéria, Allie surpreende-se e sente o desejo de voltar ao interior. Não sabe porque, mas precisa rever Noah.

Muitos anos transcorreram desde o dia do adeus e muitas coisas mudaram. Noah e Allie agora são adultos e ela está a poucos dias de se casar com o excelente advogado Lon Hammond. Agindo por impulso, regressa à Nova Berna e reencontra Noah. A partir de então, doces lembranças são resgatadas e  Allie se vê dividida.



A poesia traz uma grande beleza à vida, mas também uma grande tristeza, e não sei ao certo se é uma troca justa para alguém da minha idade. Se puder, um homem deve desfrutar de outras coisas; deve passar seus últimos dias ao sol. Os meus vou passar debaixo de uma lâmpada de leitura. (p. 158)
Diário de Uma Paixão é uma belíssima história de amor. (Vale ressaltar que este livro foi inspirado nos avós da esposa de Nicholas Sparks). O livro é narrado pelo próprio Noah, já com os seus 80 anos e a cada página, compartilha conosco todas as suas lembranças, todo o seu amor, atenção e cuidado para com Allie. Uma história emocionante, que super vale a pena conhecer! 

As histórias de Nicholas Sparks prendem bastante a minha atenção. Acredito que seja pelo fato de ser um tipo de escrita a qual eu me identifico, onde o autor explorar casos reais (e nesse livro, o mal de Alzheimer), fatos que podemos presenciar em nosso cotidiano e que estamos sujeitos a enfrentar, quer sejam coisas boas, quer sejam coisas más. Nesse caminho, nos deparamos com tristezas, mas também com muitas alegrias e através da dor, muitas vezes, somos capaz de tirar grandes aprendizados. 

Recomendadíssimo, galera!
Até a próxima!

Sabrina Sousa


NICHOLAS SPARKS é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1 de acordo com o New York Times, com mais de 50 milhões de cópias impressas por todo o mundo. Todos os seus livros foram considerados sucessos dentro e fora dos Estados Unidos, sendo traduzidos para mais de quarenta idiomas. Vários dos romances de Nicholas Sparks foram adaptados para filmes, como "Querido John," "A Última Música" e "Noites de Tormenta." Ele mora na Carolina do Norte com sua esposa e filhos.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resenha #35 - O Menino do Pijama Listrado (John Boyne)




“Tenho mais uma frase para você aprender,” ela disse. “É a seguinte: temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim." (p. 20)

Olá, queridos!

Hoje trago a vocês a resenha de um incrível livro: O Menino do Pijama Listrado, do autor irlandês John Boyne, publicado pela Companhia das Letras. Este romance é ambientado na Alemanha e tem como cenário a Segunda Guerra Mundial. Apesar de ser ficção, permite que o leitor entre em contato com o terrível drama dos judeus, um povo sofrido, que era tratado sem nenhuma dignidade, e que ainda hoje, como sabemos, sofre bastante.

Neste livro, temos como protagonista Bruno, um menino de 9 anos que, de repente, tem que deixar Berlim (Alemanha) e se mudar com a família para um lugar chamado Haja-Vista. Ele não gosta nada de ter que deixar sua casa e amigos, mas segundo o seu pai, um comandante que trabalhava para o Fúria, aquele que comandava o país (leia-se Hitler), eles teriam que ficar no novo lar até um “futuro previsível.”


Como não conhecia ninguém para se divertir, Bruno passou a brincar de explorar o lugar que passara a habitar e nisso, decidiu chegar ao campo distante, o qual já havia visto da janela de seu quarto. Era cercado por arames e nele havia um aglomerado de cabanas, que abrigava crianças e adultos. O curioso é que todas essas pessoas tinham a cabeça raspada e vestiam um “pijama” listrado e um boné de pano. Foi aí que Bruno localizou um ponto na distância [que] se transformou numa mancha que virou um vulto que virou uma pessoa que virou um menino de pijama listrado. (p. 94)

Este ponto tratava-se de Shmuel, uma criança judia, da mesma idade de Bruno e com quem, a partir de então, o nosso protagonista passaria a conversar todos os dias.



Bruno é uma criança inteligente. A guerra acontece ao seu redor, mas como ele faz parte de uma família, digamos, privilegiada, não presencia as mazelas do povo cativo e reage com muita inocência. É uma criança que teve a sorte de não ser roubada de sua terra para trabalhar, passar fome e, consequentemente, padecer nas mãos de homens cruéis. Nesse sentido, as vidas de Shmuel e Bruno se cruzam, passando a existir uma grande e linda amizade.



-“Você é meu melhor amigo, Shmuel,” disse ele. “- Meu melhor amigo para a vida toda.”


Este é um dos livros que, mesmo sendo narrado de forma bem simples, leva-nos à reflexão. Traz uma linguagem clara, onde podemos reconhecer a história da guerra e do holocausto contra os judeus.

A partir deste livro, passei a encantar-me com a escrita de John Boyne, desejando conhecer mais de sua obra. Poderia estender-me mais nestas palavras, mas desejo que você mesmo compartilhe comigo suas impressões. Trata-se de um clássico, portanto, não perca a oportunidade de lê-lo! J

Até a próxima!
Sabrina Sousa 




John Boyne (30 de abril de 1971) é um romancista Irlandês. Ensinou Língua Inglesa no Trinity College e Literatura Criativa na Universidade de East Anglia, onde foi galardoado com o prêmio Curtis Brown. Começou a escrever histórias aos 19 anos e teve o primeiro romance publicado dez anos depois. Trabalhou em uma livraria dos 25 aos 32 anos. Seus romances foram publicados em 29 idiomas. The Boy in the Striped Pyjamas ("O Menino Do Pijama Listrado") é um best-seller em Nova York e uma adaptação para o cinema começou a ser filmada em abril de 2007. Boyne reside em Dublin.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Resenha #34 Coraline (Neil Gaiman)

"Desde que quatro crianças irlandesas descobriram a terra encantada de Nárnia, ninguém iniciava uma viagem fantástica num simples abrir de porta. E desde que Alice seguiu o coelho, ninguém enfrentou coisas tão extravagantes e assustadoras. Você não tem que ser criança para se render ao encanto de Gaiman em 'Coraline'. Entre por essa porta e acredite no amor, na magia, e no poder do bem sobre o mal."

Hola...
Hoje trago, mais uma vez, Neil Gaiman e sua excepcional escrita.

O primeiro livro deste autor fantástico que tive a oportunidade de ler foi "O Mistério da Estrela" (excelente), depois "Lugar Nenhum" (não preciso nem comentar)... e cada vez que me deparo com outro escrito surpreendo-me e maravilhada fico com tamanha qualidade! (Comprei vários livros do autor. Será um encanto após o outro. Tenho certeza!).

Coraline segue a mesma linha de "Lugar Nenhum", a do fantástico, com um toque de terror... Porém, com uma linguagem acessível ao público juvenil. Linguagem simples, clara e maravilhosamente construída de modo a prender toda a atenção de forma que esquecemos que estamos vivendo. Um livro fininho, pouco mais de 150 páginas, li em um dia, rapidinho...

Coraline vive com seus pais e muda-se para um apartamento muito antigo, uma espécie de casarão. Também outras pessoas tem apartamentos nesse "suposto" prédio: as senhoras Spink e Forcible, ex-atrizes, moravam no apartamento abaixo do de Coraline. Senhoras simpáticas, gorduchas e velhinhas, vivam com alguns terriers escoceses: Hamish, Andrew e Jock. No apartamento de cima, vivia um velho maluco que dizia ter um circo de ratos, mas não deixava que ninguém os visse.

A menina Coraline era uma "exploradora", como por diversas vezes o autor nos conta. Ao explorar a casa "nova" (que de nova nada tinha), ela encontra um porta, onde sua mãe diz que não dá em nenhum lugar, pois atrás dela só há uma parede de tijolos. Muito curiosa, a menina, quando encontra-se sozinha na casa, pega a chave e abre a misteriosa porta. E vê somente escuridão. Sua sede por descobertas a faz adentrar no corredor sem luz. Quando, enfim, seus olhos podem enxergar algo, vê que está no seu apartamento, porém ele encontra-se estranho. É como se ela estivesse em um lugar diferente, mas muito parecido com sua casa. Há duas pessoas muito parecidas com seus pais, porém mais "assustadores". Eles têm, no lugar dos olhos, dois botões negros costurados...

Lá, no mundo paralelo, tudo parece ser muito divertido. A sua "outra mãe", como é chamada no livro, deseja que Coraline permaneça nesse mundo para sempre. Ela promete ser uma ótima mãe. Mas para isso só uma condição. Que os olhos da menina sejam trocados por dois botões, também. Então, coloca sobre a mesa: agulha, botões e uma linha preta. 


"Ao aproximar-se na coisa na parede, percebeu que tratava de uma espécie de casulo, como uma bolsa de ovos de aranha. Contraía-se ao contato com a luz. Dentro do casulo, havia algo que se parecia com uma pessoa, porém uma pessoa com duas cabeças, com o dobro de braços e de pernas que deveria ter. (...)
'Talvez não haja nenhuma alma escondida aqui', Corline pensou. 'Talvez eu possa sair e ir para outro lugar'. (...)
Seu coração batia forte no peito. Avançou mais um passo. Nunca se sentira tão apavorada, mas, mesmo assim, seguiu em frente até chegar ao casulo." (p. 98-99)


Mas a "outra mãe" não é tão boa assim. Ela aprisionou os pais verdadeiros de Coraline. Então, a mocinha passa a tentar, de todas as formas, salvar seus pais... Na narrativa, encontra almas no armário... Passa por coisas bizarras...

"Coraline voltou as costas para a porta e começou a correr tão rápido quanto era viável pelo corredor escuro, deslizando a mão pela parede para garantir que não ia esbarrar em nada, nem mudar de direção na escuridão. 
Era uma corrida esforçada, e parecia a Coraline que se estendia por uma distância maior do que era possível a qualquer coisa. A parede que ela estava tocando parecia-lhe quente e macia agora, e, Coraline percebeu, parecia coberta por um pelo felpudo. Mexia-se como se estivesse respirando. Coraline retirou rapidamente a mão. (p. 130)


É fantástico! Leitura altamente recomendada!! É uma aventura. Um livro perfeitamente construído!

Há uma animação lançada em 2009. Eu ainda não assisti, mas tenho a impressão de ser uma leitura bem construída sobre o livro. Segue o Trailer para animar e instigar muito mais essa incrível aventura no universo realizado em letras, de Gaiman...



Espero que tenham gostado... Espero muito mais que quem ainda não leu, se entusiasme para ler, pois não irá se arrepender...

Coraline
Autor: Neil Gaiman
Editora: ROCCO
Ano: 2003
Páginas: 157








sábado, 19 de janeiro de 2013

Resenha #33 - 3096 Dias (Natascha Kampusch)

Saudações, queridos!
Depois de um longo período, trago a vocês a resenha de um livro que terminei esta semana e que muito prendeu a minha atenção, acredito que seja por ser tratar de uma história real, escrita de forma simples, mas ao mesmo tempo, tão chocante e  impressionante. 


Como fazia todas as manhãs, arranquei todas as páginas com o número em negrito e rasguei-a em pedacinhos. Olhei para a data por um longo tempo: 23 de agosto de 2006. Eu estava presa havia 3.096 dias. (p. 195)

3096 dias, publicado no Brasil pela Verus Editora, apresenta o relato de Natascha Kampusch, a austríaca que teve toda a sua adolescência roubada, aos 10 anos de idade, sendo vítima de um sequestro ocorrido no dia 2 de março de 1998, enquanto ia sozinha para a escola. O sequestrador se chamava Wolfgang Priklopil, engenheiro de telecomunicações que trabalhava na Siemens. Este passou a mantê-la presa em cativeiro, no porão, durante 8 anos.

Se eu gritei? Acho que não. No entanto, tudo em mim era um único grito. Que queria sair, mas permanecia preso em minha garganta: um berro mudo, como se fosse um daqueles pesadelos em que se tenta gritar, mas não se ouve som algum, em que se quer correr, mas as pernas se movem como em areia movediça. (p. 36)

Natascha, uma jovem que mesmo antes do sequestro não teve uma infância muito fácil, resolve falar abertamente, neste livro, sobre os seus sonhos e desejos, a vontade de crescer e ser independente e claro, do longo período de sua vida que fora roubado, os 3.096 dias em que era totalmente dependente de seu sequestrador e também vítima de constantes agressões físicas e mentais. 

Ao ler cada capítulo, nos deparamos com cenas fortes e experiências realmente assustadoras. Comportamentos que vão além da razão e que são revoltantes. Muito me impressionou o fato de Natascha, mesmo ainda sendo uma criança, ter atitudes tão maduras, não perdendo as esperanças, por mais minúsculas que fossem e não se deixar levar pelo desespero. 

Há tempos desejava ler esse livro, pois já tinha lido alguns com histórias parecidas até porque, infelizmente, são casos que acompanhamos em nossa sociedade e que nos constrangem. Tomando conhecimento de toda essa violência, ficamos nos questionando até que ponto o homem pode chegar. Sabemos que este foi apenas um em milhões de casos, onde famílias são covardemente atingidas, tendo suas crianças brutalmente assassinadas, sem direito de ter uma vida livre e feliz ao lado daqueles que as amam. (Fica aqui a reflexão). 

Enfim, espero que vocês tenham curtido e que, se tiverem a oportunidade de ler este livro, não a deixem passar. As lições que Natascha Kampusch passa ao leitor são admiráveis. Também fica a dica para você  compreender como toda essa história se desenrolou. É forte, impactante, mas também uma ótima leitura!  

Até a próxima!

Sabrina Sousa     
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