quarta-feira, 18 de julho de 2012

Análise 1# "O retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde



O Blog Poetiza o Amor eleva-se, agora, a um outro nível.
Além de poemas e citações disponibilizará, também resenhas de livros.

Como uma amante da literatura não poderia deixar de expressar minhas sensações diletantes...

Portanto, inicio com o melhor livro que já li: "O Retrato de Dorian Gray", do excêntrico Oscar Wilde. Tive a oportunidade de "devora-lo" sobre várias traduções e de várias editoras. Como se já não fosse o suficiente, tornou-se o tema de minha monografia.



O primeiro capítulo nos prepara para a narrativa, com o desenvolvimento da caracterização da personagem, o complexo Dorian Gray. Dorian é este tipo de personagem, pois é dotado de mudanças de comportamento. Sua personalidade foi-se desenvolvendo com decorrer da narrativa: “… um moço muito sério e de boa índole” (p. 21); foi influenciado pelas filosofias de Lorde Henry: “[Dorian] - Você me comunicou um desejo frenético de conhecer a fundo a vida” (p. 55); com esta intervenção começou a praticar atos inescrupulosos e depravados: “… como se houvesse um laivo de crueldade nos lábios […] como se ele se estivesse vendo em um espelho, depois de praticar uma ação terrível” (p. 96); “… escondia em si uma corrupção pior do que a decomposição da morte” (p. 125); porém, na aparência, “Dorian conservava o seu ar de adolescente puro, não maculado pelas torpezas do mundo” (p. 134). Por fim, busca a reconciliação com seus pecados: “[Dorian] – É porque eu quero ser bom” (p. 211).
O moço de boa índole, como afirmava Basil Hallward, passou de anjo à personificação da maldade. No início da narrativa a personagem ora questiona Henry ora aceita seus conselhos e influência.
O desejo de Dorian Gray é alcançar a eterna beleza e juventude, fazendo destas o seu objetivo, alvo, não importando o que fosse necessário para alcançar: “Se eu pudesse ser sempre moço, se o quadro envelhecesse!… Por isso, por esse milagre eu daria tudo! […] Daria até a alma!” (RDG, p. 33-34). Assim, o pacto com o Diabo é estabelecido e a trama se inicia.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Promoção 1# Livros "A Menina que não sabia Ler" e "O Pequeno Príncipe"

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É com muita alegria que hoje inicio a primeira promoção do blog.

"A Menina que não sabia Ler". Já pensou se você recebesse a proibição de ler?
Em uma distante e escura mansão, onde nada é o que parece, a pequena Florence é negligenciada pelo seu tutor e tio. Guardada como um brinquedo, a menina passa seus dias perambulando pelos corredores e inventando histórias que conta a si mesma, em uma rotina tediosa e desinteressante. Até que um dia Florence encontra a biblioteca proibida da mansão. E passa a devorar os livros em segredo. Mas existem mistérios naquela casa que jamais deveriam ser revelados. Florence passa, então, a juntar as pistas para as suas perguntas antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas do mundo literário. Ou será que tudo isso não seria somente delírios de uma jovem com muita imaginação?


Sou poetisa. Vivo no mundo fantástico das poesias. Pensei: "Que livro poderia ser mais poético e encantador do que 'O Pequeno Príncipe'?". Um livro que faz crianças e adultos viajarem no mundo do maravilhoso e refletir sobre o que é ser "grande" e o que é "cativar".
É um livro já conhecido por muitos. Mas não é todo dia que você ganha um "Pequeno Príncipe"!
Então, participem!


Os participantes estão concorrendo a:
1° Prêmio = O Livro "A Menina que não sabia Ler", de John Harding + Marcador do Blog.
2° Prêmio = O livro "O Pequeno Príncipe", de Antonie de Saint-Exupéry + Marcador do Blog.

Para concorrer, duas regras básicas devem ser cumpridas:
1. Ser residente ou ter endereço de entrega no Brasil.
2. Seguir o Blog publicamente (na barra 'SEGUIDORES', ao lado).

Para chances extras, só preencher os dados abaixo.

As inscrições iniciam hoje às 19h e vão até à 1h do dia 30/08/2012.*

É só preencher o formulário abaixo (que é autoexplicativo).

a Rafflecopter giveaway

*Quaisquer alterações na data ou nos pormenores do sorteio serão devidamente anunciadas nas postagens e fan page do blog.

Boa Sorte!

Terezinha Soares

Para Alice

(Lewis Carrol)

Naquele entardecer dourado
O rio descemos
No barco desequilibrado,
Vão frouxos os remos.
A ternura é de mais... mas cuidado:
A direção é de menos.

Ah! Três cruéis, naquela hora
De sonho que envolvia,
Querendo um conto, mesmo embora
Lhe faltasse magia.
Perante a criança que implora,
O que Homero faria?

Imperiosa, manda a Prima:
"Vamos logo, começa!".
Mais gentil, Secunda opina:
"Sê sem pé nem cabeça!".
Tertia é menos repentina
Mas se mete na peça.

Atentas, então, silenciosas
Ouvem, com delícia,
As aventuras maravilhosas
Da menina fictícia
que fala com bichos ou rosas,
Dando trela à notícia.

E quando, da imaginação,
Chegava o poço ao fim,
Pressentindo minha intensão
De protelar o festim,
"Agora mais, mais tarde não!",
Bradavam para mim.

E assim nossa história crescia
Como cresce uma família:
Um conto de outro surgia
No País da Maravilha.
"Para casa!", que o sol já descia,
P'ra casa aponta a quilha.

Alice, que a fábula conte
teu roteiro gigante
Como um sonho, ou o horizonte
registrado no instante.
Que seja coroada tua fronte
Numa terra distante.

______________
Poema introdutório à obra "Alice no País das Maravilhas". Lewis Carrol escreve sobre a tarde que passara com as três irmãs Liddell, em um passeio de barco a remo no rio Tâmisa e onde inicia sua fantasia que passa a ser, também, nossa fantasia sobre o "País das Maravilhas".


Uma obra, para olhos puros, de cunho infantil. Para uma visão mais profunda, um caráter maduro nem tanto inocente.
Para quem leu a obra e se encantou, vale a pena recordar... Para quem não a degustou, nunca é tarde pra sonhar!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sonho Verossímil


Em ti estudei a poesia
Que transformou o meu ser.
Não vejo outro querer
Se não tua magia.

Sempre, sempre minha dose tomar.
Sem hora marcada
Fazer e sentir-me amada.
E esse amor todos os dias renovar.

Dos sonhos perdidos
Bem longe te encontrei.
Em um caminho obstruído

Por muito caminhei.
Mas, eis, que agora me foi lido.
E tudo o que sonho a ti revelei.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Fazendo Arte


Ontem quis ser Ponto
No desenho da existência.
Vi, ouvi, enchi-me de inocência.
Sem dimensões, mas com uma posição fiz-me pronto.

Hoje sou Linha
Traçada a uma direção.
Um risco contínuo de razão.
Procuro a moldura que é minha.

Amanhã, assim espero,
O teu Plano encontrar.
Pinceladas de esmero,

Cores a se formar.
Viver contigo neste quadro quero...
Poetizar tudo... Tudo que Amar...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Necessito de um coração...


Necessito de um coração.
A incerteza e o gelo
Fizeram que se instaura em mim o medo
E só ouvisse a razão.

Desse coração necessito
Insensatez, amor, e sensibilidade...
Tornar-me humana, sentir de verdade...
Descontrolar-me, ouvi-lo vivo.

Na fila espero
Aguardando um doador...
Sonhar eu quero...

Sentir esse sabor...
Assim, então, espero
Encher-me de vigor...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A pedra do Momento


O Silêncio apossou-se do Tempo.
A batalha do querer
Iniciou-se à procura do ter...
A busca incontrolável da pedra do Momento.

Quem a ela possuir viverá
Sem os fantasmas de um tempo pretérito
Ou inquietações de um futuro sem méritos...
Apenas o agora sentirá.

Aprisionado, amordaçado, sozinho...
O Tempo anseia um murmúrio romper
A frígida sombra que instaurou-se no moinho

Para todos os campos a voz não ceder.
Não vou ficar aqui... permanecendo a escrever...
Encerro os versos e corro para, também a mim, ela pertencer!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Escrita e Interpretação


Sócrates:

"Você sabe, Fedro, esta é a singularidade do escrever, que o torna verdadeiramente análogo ao pintar. As obras de um pintor mostram-se a nós como se estivessem vivas; mas, se as questionamos, elas mantêm o mais altivo silêncio. O mesmo se dá com as palavras escritas: parecem falar conosco como se fossem inteligentes, mas, se lhes perguntamos qualquer coisa com respeito ao que dizem, por desejarmos ser instruídos, elas continuam para sempre a nos dizer exatamente a mesma coisa. E, uma vez que algo foi escrito, a composição, seja qual for, espalha-se por toda a parte, caindo em mãos não só dos que a compreendem mas também dos que não têm relação alguma com ela; não sabe como se dirigir às pessoas certas e não se dirigir às erradas. E, quando é maltratada ou injustamente ultrajada, precisa sempre que o seu pai lhe venha em socorro, sendo incapaz de se defender ou de cuidar de si própria."

Platão, in 'Fedro' 
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